...O seu peito ofegava, as mãos tilintavam como se 2 graus estivessem naquel hall, à porta da Dona da Casa. Deixou de ouvir os passos da senhora, aproximou-se da porta com o ouvido, mas apenas escutava o seu coração e as frases que tinha para lhe dizer, vezes sem conta, ordem sem nexo, sons sem tom. Atrás da porta, a Dona da Casa ajeita a pequena toalha que lhe deixa ver a curva da perna e as costas, sardentas de outro tempo. "Que homem este..." Estranhou o silêncio, continuou ali parada. Apenas ao olfacto lhe chegava algum sinal, o cheiro mesquelado que vinha da casa de banho. "Aqueles sabonetes!!"
Na caixa demasiado pequena, o azul comanda as operações. Olha à sua volta e quase todos os outros estão pálidos e cansados, em choque saboneteiro. O Azul molda-se para ganhar altura e chama a pasta de dentes, a 10 azulejos de distância...
sábado, 3 de fevereiro de 2007
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